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Astrologia, um conhecimento inclusivo

“Isto e Aquilo”

Por Patrícia Valente

É freqüente acontecer em eventos envolvendo a Astrologia, seja workshop, palestra, curso ou mesmo consulta, do Astrólogo indagar ao seu interlocutor se conhece o assunto, pratica-o ou estuda-o. Em geral, as respostas estão relacionadas à busca individual de significado e compreensão da vida ou à procura de uma alternativa profissional.

Alguns desde cedo se interessaram pelo tema, já que ouviam programas de rádio na infância ou liam sobre Astrologia em almanaques e revistas femininas. Flertavam com o assunto, cheios de curiosidade, mas sem pensar que um dia poderiam trabalhar com isto. Até porque, esta possibilidade nem sequer existia dentro de seu ambiente ou nem era aventada, muito menos estimulada.

Outros, já adultos, passaram por algum revés profissional que os fizeram reconsiderar seu antigo interesse e, assim, procuraram estruturar o conhecimento.

Há os que buscam na Astrologia a compreensão de fatos e eventos significativos que viveram ou ainda estão vivendo, ou seja, estão procurando uma “legenda existencial”.

Existem também os que desde sempre se interessaram pela Astrologia e decidiram se profissionalizar ainda muito jovens. Esse felizardos são minoria, acredite.

Tais constatações, invariavelmente, me levavam às seguintes questões: Por que é preciso escolher apenas uma alternativa? Será que a vida precisa ser assim tão restrita? Isto é, escolher “A” implica, obrigatoriamente, em excluir “B”? E se escolhermos A e B e C e…? As respostas a essas perguntas sempre me vieram na voz de Cecília Meireles através de seu poema “Ou isto, ou aquilo” (“…É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares!”), lindíssimo, porém insuficiente.

À medida que a vida caminha, clientes vêm e vão, alunos apresentam seus questionamentos, continuo os estudos de Astrologia e de outros temas do conhecimento humano, chego a algumas considerações.

Aprender Astrologia requer tempo, estudo e empenho, como fazemos com um novo idioma. No início é difícil e demorado, precisamos conhecer o alfabeto, a seguir montar as sílabas para então escrever uma palavra que, unida a outras, nos permitirá escrever uma frase. Mas ainda falta escrever um parágrafo e então um texto, com sentido, é claro. Um dia nos damos conta de que somos capazes não apenas de escrever um texto e expressar nossos pensamentos, mas também conseguimos ler e compreender idéias alheias! Maravilha! Um novo mundo se abre diante dos nossos olhos, é o mundo do conhecimento. E tudo começou com uma letra, um símbolo que nos permitiu desbravar fronteiras diversas.

A Astrologia, assim como um novo idioma, tem essa perspectiva alfabetizadora. Por utilizar-se também de símbolos, é um saber que pode ser agregado a qualquer outra atividade profissional. É uma linguagem que, como o símbolo e sua interpretação, ressoa diretamente na essência humana.

Antes de sermos profissionais, eleitores, familiares ou cidadãos somos humanos e é nesta instância primeira que o saber astrológico se situa. Podemos, profissionalmente, ser várias coisas: médicos, tatuadores, advogados, engenheiros, economistas, garçons, astronautas, músicos, geólogos, jornalistas, professores, lojistas E Astrólogos, inclusive!

A Astrologia valoriza os demais saberes, é integrativa, democrática, inclusiva e multidisciplinar. Ela se compõe de maneira harmônica com qualquer outra área do conhecimento com benefícios recíprocos. Não é preciso escolher isto OU aquilo, nem passar momentos tensos para estudá-la. Também não há necessidade de abrir mão de uma escolha profissional anterior e que ainda lhe seja gratificante para se aproximar da Astrologia.

Essa percepção agregou muito à minha atividade profissional e à forma de compreender o mundo. Continuo admirando profundamente Cecília Meireles, mas sou partidária do isto E aquilo.

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