Navegar é preciso; viver não é preciso

 

Ismália

Alphonsus de Guimarães

Quando Ismália enlouqueceu,
pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
queria descer ao mar.

E, no desvario seu,
na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
estava longe do mar…

E como um anjo pendeu
as asas para voar…
Queria a lua do céu,
queria a lua do mar…

As asas que Deus lhe deu
ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
seu corpo desceu ao mar…

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