Navegar é preciso; viver não é preciso

 

Fragmentos


Parmênides

De um lado o fogo, flama etérea,
leve e sutil, em tudo a si mesmo símil.

Do outro lado, noite sem brilhos,
densa noite tenebrosa.

Este estar do mundo,
segundo leis que lhe convêm,
a ti e todo t’o revelarei
para que de nenhum mortal possa jamais ultrapassar-te o engenho.

Conhecerás a natureza do éter,
as luzes que o constelam,
a pura lâmpada do sol
e a sua origem,
e o olho redondo da lua
no seu errante vaguear.

Conhecerás o céu que a tudo envolve
e o seu princípio
e como Anangkê, que o governa,
lhe impôs guardar
as órbitas dos astros.

filósofo grego
séc. VI AC

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